Diretrizes Editoriais e de Conteúdo
Vigente desde 23/09/2026
Por que publicamos isto
Uma ferramenta que responde pergunta clínica precisa dizer de onde tira o que diz. Este documento é essa prestação de contas: quais fontes entram, como são tratadas, o que a inteligência artificial faz sobre elas, o que verificamos antes de mostrar e — a parte que costuma faltar — o que ainda não fazemos bem.
Ele atende também o que o Anexo III, item I da Resolução CFM nº 2.454/2026 pede de quem desenvolve solução de IA em medicina: informação clara sobre funcionamento, finalidade, dados utilizados, limitações conhecidas e medidas de mitigação.
O que o Conduta é
O Conduta é apoio à decisão clínica para médicos e estudantes de medicina. Ele responde a uma pergunta clínica com um texto organizado em que cada afirmação carrega a fonte de onde veio, para ser conferida.
Ele não faz diagnóstico, não prescreve e não estabelece conduta. A decisão é do médico — e a responsabilidade ético-profissional por ela permanece integralmente dele, como determina o art. 7º da Resolução CFM nº 2.454/2026.
Classificação de risco
Em cumprimento ao art. 13 da Resolução CFM nº 2.454/2026, declaramos: o Conduta é uma solução de MÉDIO RISCO, na forma do item II do Anexo II daquela norma — sistema que apoia decisão clínica importante, mas não a executa de forma autônoma, de modo que o erro do algoritmo pode ser detectado e corrigido pelo médico antes de causar dano.
Reavaliamos essa classificação quando o produto muda de forma relevante.
De onde vem o conteúdo
O acervo do Conduta é curado, não raspado. Cada documento entra por decisão, com emissora nomeada, ano e versão registrados. As fontes vêm de:
- diretrizes de sociedades médicas brasileiras e internacionais;
- protocolos, PCDT e documentos do Ministério da Saúde, e de órgãos como Anvisa, Conitec e Fiocruz;
- bulas oficiais aprovadas pela Anvisa;
- tabelas e classificações oficiais — CID-10, procedimentos do SUS, TUSS;
- literatura revisada por pares publicada em periódicos indexados;
- manuais e protocolos institucionais de instituições de referência, sempre com a instituição nomeada nas referências.
Preferimos, nesta ordem: a fonte brasileira sobre a internacional quando o tema tem norma nacional; a mais recente sobre a anterior; e a primária sobre quem a comenta.
Quando uma diretriz nova substitui a anterior, a anterior sai do ar para efeito de resposta — para que o Conduta não recomende, hoje, o que foi superado ontem.
Quando um documento está em consulta pública e ainda não é definitivo, ele pode entrar marcado como tal, e o Conduta diz que se trata de rascunho ao usá-lo.
Como a resposta é construída
- A curadoria vem primeiro. Toda pergunta busca antes no acervo curado. A busca na web só entra quando a curadoria não cobre o tema — e nunca a substitui.
- A resposta cita. Cada afirmação relevante aponta para o trecho da fonte que a sustenta, e o trecho pode ser aberto na tela, com o nome da emissora e o ano.
- A fidelidade é verificada. Antes de a resposta se completar, verificamos automaticamente, afirmação por afirmação, se o que foi escrito está de fato no trecho citado. O que não se sustenta é sinalizado.
- A evidência recebe uma régua. Cada resposta traz um indicador de A a D que descreve a força do tipo de fonte que a sustenta — diretriz oficial, revisão sistemática, estudo primário, e assim por diante.
- A incerteza aparece. Quando o acervo não sustenta uma resposta segura, o Conduta diz que não sabe, em vez de inventar. Preferimos a lacuna admitida à confiança falsa.
- As ferramentas são determinísticas. Calculadoras, escores, doses, diluições, esquemas vacinais e critérios de rastreamento não são gerados pela IA — são tabelas e fórmulas implementadas e testadas. A IA escolhe quando chamá-las; o número que aparece vem do código, não do modelo.
A régua A–D descreve o desenho da fonte, não o grau de recomendação que uma diretriz atribui a uma conduta. São coisas diferentes, e confundi-las levaria a erro. Quando a fonte traz grau de recomendação próprio, é esse grau que aparece, com o nome de quem o atribuiu.
O papel da inteligência artificial
A IA no Conduta faz três coisas: entende a pergunta, recupera o que no acervo responde a ela e redige a resposta sobre os trechos recuperados. Ela não cria conhecimento clínico novo e não deve ser tratada como se criasse.
O que a mantém dentro do trilho:
- ela responde sobre os trechos recuperados, não sobre memória própria;
- a citação é obrigatória, e a fidelidade dela é verificada;
- valores clínicos vêm das ferramentas, não do texto gerado;
- há travas que a fazem sinalizar incerteza e recusar o que não sustenta.
Não usamos o conteúdo das Consultas para treinar modelos. O que você digita serve para responder a você, e é isso.
Trocamos de fornecedor de modelo quando a qualidade medida justifica — a régua decide, não o contrato. Como esse conteúdo é tratado está na Política de Privacidade.
Limites conhecidos
Esta seção existe porque o Anexo III, item I da Resolução CFM pede limitações declaradas — e porque você merece saber onde a ferramenta erra.
- A cobertura do acervo é desigual. Há especialidades e temas mais cobertos que outros. Quando a cobertura é fraca, a resposta tende a ficar mais genérica, e a régua de evidência tende a cair.
- A recuperação pode não trazer a melhor passagem. Mesmo com a fonte certa no acervo, a busca pode deixar de trazer justamente a recomendação central sobre o tema. É a limitação que mais nos ocupa hoje.
- Modelos de linguagem erram. Podem parafrasear mal, generalizar além do que a fonte diz ou trocar a direção de uma recomendação. Por isso o trecho citado está a um toque: confira.
- Pode haver defasagem. Entre a publicação de uma diretriz nova e a entrada dela no acervo passa tempo. Se o tema é novo, confira a data da fonte citada.
- Fonte internacional nem sempre se aplica ao Brasil. Disponibilidade de medicamento, cobertura do SUS e conduta recomendada mudam entre países. Sinalizamos quando percebemos, mas nem sempre percebemos.
- Fontes podem divergir entre si. Quando duas fontes válidas discordam, mostramos a divergência em vez de escolher em silêncio por você.
- O Conduta não conhece o seu paciente. Ele não tem exame, não tem evolução, não tem exame físico. Quem tem é você.
Vieses e o que fazemos sobre eles
O Anexo III, item II da Resolução CFM pede monitoramento de vieses e medida corretiva. O que fazemos hoje:
- medimos a qualidade das respostas de forma contínua, por réguas próprias aplicadas a perguntas clínicas reais, e comparamos versões antes de publicar mudança no motor;
- verificamos a fidelidade da citação, o que captura a classe de erro mais grave — afirmar o que a fonte não diz;
- mantemos um canal de reporte dentro da resposta, e o que chega por ele é triado por gente;
- preferimos a fonte brasileira quando existe, o que reduz o viés de importar conduta de outro sistema de saúde;
- corrigimos o acervo quando o erro é do acervo, e o ajuste vale para todas as respostas seguintes.
O que ainda não fazemos, e que dizemos porque calar seria pior: não publicamos relatório periódico de desempenho estratificado por grupo populacional. É compromisso assumido, não entrega feita.
Auditabilidade
O Anexo III, item V da Resolução CFM manda preferir soluções com interfaces auditáveis, em detrimento de sistemas totalmente fechados. É o que tentamos ser: a fonte de cada afirmação está nomeada e aberta na tela, a régua de evidência é explícita, o raciocínio pode ser inspecionado e o número que uma ferramenta devolve pode ser conferido contra a fórmula publicada.
Você não precisa acreditar na resposta. Você pode conferi-la.
Publicidade
Não há publicidade no Conduta. Não vendemos anúncio, não aceitamos patrocínio de conteúdo e nenhuma indústria paga para aparecer numa resposta. O produto se sustenta com assinatura — e essa é exatamente a razão de a resposta não ter dono.
Se um dia isso mudar, mudará com aviso, com identificação inequívoca do que é publicidade e em conformidade com a RDC nº 96/2008 da Anvisa e com as normas de publicidade médica do CFM. Nenhum anúncio jamais influenciará o conteúdo de uma resposta.
Quando encontramos um erro
Erros acontecem. Quando um chega até nós — por reporte seu, por auditoria nossa ou por atualização da fonte:
- verificamos contra a fonte original;
- corrigimos o acervo ou a regra que produziu o erro;
- a correção passa a valer para todas as respostas seguintes.
Respostas antigas não são reescritas retroativamente: elas registram o que o Conduta disse naquele momento, com a versão da fonte daquele momento. Quando a fonte de uma resposta antiga é atualizada, o produto sinaliza isso.
Avise a curadoria
O botão de reporte está na própria resposta. Use-o sem economia — inclusive quando a dúvida for pequena. É o caminho mais curto entre um erro e a correção dele, e é de longe o que mais melhora o Conduta.